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    dge.gov.cv· 27 de agosto de 2025· Paulo Vieira

    Diretor-Geral do Emprego apresenta visão estratégica para a formação profissional em Cabo Verde

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    No 31.º aniversário do IEFP, o Diretor-Geral do Emprego Danilson Borges apresentou a visão para Centros de Excelência em áreas-chave: turismo, TI, energias renováveis e indústria.

    A 22 de agosto de 2025, durante as comemorações do 31.º aniversário do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), realizou-se o fórum 'Fortalecimento dos Centros de Excelência em Formação Profissional', onde o Diretor-Geral do Emprego, Danilson Borges, traçou a visão estratégica para o futuro da qualificação em Cabo Verde.

    A mensagem central foi directa: a formação profissional tem de deixar de ser um sistema genérico para se tornar uma rede de Centros de Excelência, especializados em domínios-chave e alinhados com as exigências reais do tecido produtivo. Entre as áreas identificadas como prioritárias figuram o turismo e a hotelaria, as tecnologias da informação, as energias renováveis e a manutenção industrial — sectores onde Cabo Verde tem vantagens competitivas e onde as empresas sinalizam escassez de perfis qualificados.

    Na prática, este movimento traduz-se em várias apostas em curso. Por um lado, a modernização dos currículos para que incluam competências digitais, ferramentas reais de mercado e práticas alinhadas com normas internacionais. Por outro, a actualização das infra-estruturas: oficinas, laboratórios, salas de informática e acesso a fibra óptica nos Centros de Emprego e Formação Profissional (CEFP).

    O IEFP, enquanto entidade operacional, é o braço executivo desta estratégia. Com 31 anos de existência, o Instituto tem vindo a evoluir de uma lógica centrada no desemprego e na colocação para um papel mais amplo de criação de competências e articulação com as empresas. A chamada 'abordagem sectorial' — formar em função da procura real das empresas — está no cerne desta mudança.

    Para o jovem cabo-verdiano, a mensagem é clara: os próximos anos devem oferecer uma oferta formativa mais especializada, com melhor articulação entre qualificação e emprego. Para as empresas, é um convite a envolverem-se activamente — dos conselhos consultivos dos Centros de Excelência à definição dos perfis de saída — para que a formação forme, de facto, as pessoas de que precisam.

    Fonte original

    Publicado originalmente em dge.gov.cv a 27 de agosto de 2025. A análise e contextualização acima foram produzidas pela redação IMPULSO a partir da informação pública disponível.

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