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    dge.gov.cv· 08 de janeiro de 2024· Paulo Vieira

    Entrega de Kits autoemprego na Ilha do Fogo

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    24 kits de autoemprego foram entregues a jovens da Ilha do Fogo no âmbito do PDE II, com um investimento total de 4.500 contos para a região Fogo/Brava. Programa reforça a aposta no auto-emprego juvenil.

    A Direção-Geral do Emprego, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Governo cabo-verdiano reuniram-se na Ilha do Fogo para marcar uma etapa concreta do Programa de Desenvolvimento do Empreendedorismo (PDE II): a entrega de 24 kits de autoemprego a jovens beneficiários seleccionados. A acção integra um pacote mais vasto de 31 kits destinados à região Fogo/Brava, com um investimento global de 4.500 contos cabo-verdianos.

    'Em vez de pedir um emprego, pedem a oportunidade de criar emprego'

    A frase do Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, presente na cerimónia, capta a filosofia do programa. O PDE II não é um subsídio — é um apoio estruturado à iniciativa económica de jovens que já têm uma ideia, uma formação, uma motivação, mas que precisam do equipamento para transformar isso num negócio viável. A mudança cultural implícita é significativa: o jovem cabo-verdiano é cada vez mais um empreendedor potencial, não apenas um candidato a emprego.

    A especificidade da Ilha do Fogo

    Fogo é uma ilha com identidade económica marcada: agricultura em altitude (café, vinho, fruticultura), turismo de natureza e uma pequena economia local de serviços em São Filipe e nas localidades vizinhas. Os kits de autoemprego distribuídos foram adaptados a estas realidades, cobrindo áreas como:

    • Agroprocessamento e transformação alimentar (vinho, queijos, doces de café);
    • Pequena restauração e cafetaria;
    • Pesca artesanal e comercialização de produtos do mar;
    • Serviços de apoio ao turismo local;
    • Artesanato e pequena produção.

    Fogo/Brava como região económica

    O tratamento conjunto de Fogo e Brava como região económica é uma abordagem útil. A Brava, ilha mais isolada do arquipélago, beneficia directamente desta programação conjunta — 7 dos 31 kits do pacote destinaram-se a beneficiários bravenses, uma proporção justa face ao peso demográfico mas que tem um impacto sensível num território de pequena dimensão.

    Para o Governo, reforçar o empreendedorismo nas ilhas menos populosas é uma forma de conter a concentração económica em Sal, Boa Vista e Santiago e de promover um desenvolvimento mais equilibrado ao longo do arquipélago.

    Fonte original

    Publicado originalmente em dge.gov.cv a 08 de janeiro de 2024. A análise e contextualização acima foram produzidas pela redação IMPULSO a partir da informação pública disponível.

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