Entrega de Kits autoemprego na Ilha do Fogo
A Direção-Geral do Emprego, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Governo cabo-verdiano reuniram-se na Ilha do Fogo para marcar uma etapa concreta do Programa de Desenvolvimento do Empreendedorismo (PDE II): a entrega de 24 kits de autoemprego a jovens beneficiários seleccionados. A acção integra um pacote mais vasto de 31 kits destinados à região Fogo/Brava, com um investimento global de 4.500 contos cabo-verdianos.
'Em vez de pedir um emprego, pedem a oportunidade de criar emprego'
A frase do Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, presente na cerimónia, capta a filosofia do programa. O PDE II não é um subsídio — é um apoio estruturado à iniciativa económica de jovens que já têm uma ideia, uma formação, uma motivação, mas que precisam do equipamento para transformar isso num negócio viável. A mudança cultural implícita é significativa: o jovem cabo-verdiano é cada vez mais um empreendedor potencial, não apenas um candidato a emprego.
A especificidade da Ilha do Fogo
Fogo é uma ilha com identidade económica marcada: agricultura em altitude (café, vinho, fruticultura), turismo de natureza e uma pequena economia local de serviços em São Filipe e nas localidades vizinhas. Os kits de autoemprego distribuídos foram adaptados a estas realidades, cobrindo áreas como:
- Agroprocessamento e transformação alimentar (vinho, queijos, doces de café);
- Pequena restauração e cafetaria;
- Pesca artesanal e comercialização de produtos do mar;
- Serviços de apoio ao turismo local;
- Artesanato e pequena produção.
Fogo/Brava como região económica
O tratamento conjunto de Fogo e Brava como região económica é uma abordagem útil. A Brava, ilha mais isolada do arquipélago, beneficia directamente desta programação conjunta — 7 dos 31 kits do pacote destinaram-se a beneficiários bravenses, uma proporção justa face ao peso demográfico mas que tem um impacto sensível num território de pequena dimensão.
Para o Governo, reforçar o empreendedorismo nas ilhas menos populosas é uma forma de conter a concentração económica em Sal, Boa Vista e Santiago e de promover um desenvolvimento mais equilibrado ao longo do arquipélago.
Fonte original
Publicado originalmente em dge.gov.cv a 08 de janeiro de 2024. A análise e contextualização acima foram produzidas pela redação IMPULSO a partir da informação pública disponível.
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