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    dge.gov.cv· 05 de janeiro de 2024· Paulo Vieira

    Entrega de kits de autoemprego na Cidade Velha

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    16 kits de autoemprego foram entregues na Cidade Velha (Ribeira Grande de Santiago) através do PDE II, executado pelo IEFP. Áreas cobertas incluem pastelaria, restauração, artesanato e pequeno comércio.

    A Ribeira Grande de Santiago — a histórica Cidade Velha — acolheu em Janeiro de 2024 uma nova edição da entrega de kits de autoemprego, no âmbito do Programa de Desenvolvimento do Empreendedorismo (PDE II). Foram entregues 16 kits a jovens beneficiários do concelho, abrangendo diversas áreas de actividade económica.

    Valorização das pessoas, pelo que fazem

    O Vice-Primeiro-Ministro Olavo Correia, que presidiu à cerimónia, articulou uma mensagem que vai além do acto administrativo: 'Valorizemos as pessoas por aquilo que fazem. Ninguém é mais importante que o outro. Temos é funções diferentes. O que realmente importa é a relevância e empenho que cada um coloca diariamente naquilo que faz.' A declaração enquadra o PDE não apenas como um programa económico, mas como uma política de reconhecimento social: o empreendedor que arrisca e cria é tão essencial ao desenvolvimento do país como o funcionário que mantém os serviços a funcionar.

    Cidade Velha como terreno simbólico

    A escolha da Cidade Velha não é meramente logística. Como Património Mundial da UNESCO e primeira cidade colonial europeia nos trópicos, concentra um potencial turístico significativo que continua sub-explorado. Muitos dos kits entregues destinam-se a negócios ligados ao turismo cultural e gastronómico — pequena restauração, pastelaria tradicional, artesanato, serviços de apoio ao visitante — que podem simultaneamente criar emprego local e valorizar o património da região.

    Áreas cobertas pelos kits

    Os 16 kits distribuídos em Cidade Velha cobriram múltiplas áreas de actividade:

    • Pastelaria e panificação tradicional;
    • Pequena restauração e catering;
    • Artesanato local (cerâmica, têxteis, objectos decorativos);
    • Serviços pessoais (cabeleireiro, estética);
    • Pequeno comércio e distribuição.

    Este leque reflecte o perfil dos empreendedores beneficiários — jovens com ideias ancoradas nas necessidades reais da comunidade e com potencial para gerar rendimento sustentável sem depender de grandes economias de escala.

    Articulação institucional

    Como em todos os concelhos onde o PDE II opera, a execução é coordenada pelo IEFP local. O acompanhamento pós-entrega — fase crítica para o sucesso dos negócios — é assegurado pelos Centros de Emprego e Formação Profissional, em articulação com os serviços municipais e organizações locais de apoio ao empreendedorismo.

    Fonte original

    Publicado originalmente em dge.gov.cv a 05 de janeiro de 2024. A análise e contextualização acima foram produzidas pela redação IMPULSO a partir da informação pública disponível.

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