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    dge.gov.cv· 06 de fevereiro de 2025· Paulo Vieira

    Banco Jovens e Mulheres Facilita Acesso ao Crédito para Empreendedores em Santo Antão

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    O Banco Jovens e Mulheres (BJM) foi apresentado em Santo Antão. A plataforma 100% digital concede crédito entre 150 mil e 5 milhões de escudos, com taxas até 5,5% ao ano, dirigido a jovens e mulheres empreendedoras.

    O Banco Jovens e Mulheres (BJM) é uma das apostas mais concretas do Governo de Cabo Verde para remover as barreiras tradicionais no acesso ao crédito por parte de dois grupos historicamente sub-bancarizados: os jovens empreendedores e as mulheres empresárias. A iniciativa foi apresentada em Santo Antão numa sessão conduzida pelo Diretor-Geral do Emprego, Danilson Borges, dando continuidade à socialização do programa junto de todas as ilhas.

    O BJM funciona sobre uma plataforma 100% digital. Todo o processo — candidatura, análise, aprovação e acompanhamento — decorre online, o que reduz drasticamente o tempo de resposta e elimina parte dos obstáculos burocráticos que tradicionalmente afastavam os micro-empreendedores do sistema bancário formal. Os pedidos podem ser submetidos sem deslocação a balcões, com documentação digitalizada.

    As condições financeiras foram desenhadas para serem atractivas: os empréstimos variam entre 150.000 e 5.000.000 de escudos, com taxas de juro até 5,5% ao ano — sensivelmente abaixo das condições de mercado para crédito comercial ao empreendedorismo. A estes parâmetros somam-se prazos de carência que permitem ao negócio consolidar-se antes de iniciar o reembolso.

    O público-alvo cobre duas realidades centrais para o desenvolvimento económico cabo-verdiano:

    • Jovens que pretendem lançar um negócio próprio, num contexto em que o desemprego juvenil continua em 20,1%;
    • Mulheres empreendedoras, num mercado onde a atividade feminina atingiu 52,1% em 2024, mas onde persistem gaps salariais (14,4% segundo o Banco Mundial) e dificuldades acrescidas de acesso ao financiamento.

    Para Santo Antão em particular, o BJM chega num momento estratégico. A ilha tem procurado diversificar a sua base económica para lá do turismo e da agricultura tradicional, com crescentes dinâmicas em agroprocessamento, turismo rural e serviços digitais. Acesso a capital nestas escalas pode ser a diferença entre uma ideia que morre e um negócio que cresce.

    Fonte original

    Publicado originalmente em dge.gov.cv a 06 de fevereiro de 2025. A análise e contextualização acima foram produzidas pela redação IMPULSO a partir da informação pública disponível.

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